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O showroom como cartão de visitas da marca no eixo Paulista
Na Avenida Paulista, três marcas reformaram seus espaços no mesmo semestre — e por motivos parecidos, embora ninguém admita copiar ninguém. O cliente chega sabendo o preço pelo site, mas quer sentir o tecido, ouvir a história do acabamento, tirar foto sem parecer invasor. Camila Ferreira passou três semanas entre provadores, salas de espera e fundos de loja que viraram galeria.
O que encontrou não é luxo performático: é uma aposta em permanência. Funcionários que conhecem o produto de verdade. Mesas onde se deixa a bolsa sem constrangimento. Vitrines que mudam toda terça-feira, mesmo quando a coleção é a mesma. Para o varejo paulistano, o showroom deixou de ser vitrine expandida e passou a ser argumento comercial — especialmente para quem vende acima de mil reais a peça.
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